Mundo
"Torturada das piores formas". Luso-venezuelana libertada vai a tribunal conhecer "o seu destino"
Carla da Silva "foi torturada das piores formas que podemos imaginar", revelou, em entrevista à RTP Notícias, o presidente do Núcleo de Emigrantes do PSD/Madeira.
A luso-venezuelana Carla da Silva, libertada no domingo em Caracas após mais de cinco anos detida, ainda não sabe “qual vai ser o seu destino”, avançou esta segunda-feira Carlos Fernandes, deputado e presidente do Núcleo de Emigrantes do PSD/Madeira, em entrevista à RTP Notícias.
O deputado, que acompanha a situação de Carla da Silva “já há alguns anos”, explicou que a luso-descendente ainda não sabe “se vai poder sair do país quando quiser ou se simplesmente vai estar ainda com medidas coercivas durante algum tempo”.
“Não sabemos se será uma liberdade completa, porque a Carla hoje [segunda-feira] tem de ir ao tribunal para ver qual vai ser o seu destino”, adiantou na entrevista à jornalista Cristiana Freitas.
O presidente do Núcleo de Emigrantes explicou que muitas das pessoas libertadas de prisões venezuelanas “têm tido algumas medidas que não dão liberdade plena”, sendo que “muitos estão proibidos de sair do país, outros têm de se apresentar aos tribunais todos os meses, outros todas as semanas”.
Carlos Fernandes disse ter falado na última noite com esta cidadã e com a sua mãe. “Obviamente estão muito felizes pela libertação”, contou à RTP Notícias.
“A própria Carla disse-me esta frase: ‘Hoje vou dormir na minha cama. Hoje vou estar com a minha mãe e o meu padrasto. Hoje vou estar em casa depois de tantos anos’. Acho que isto evidencia o desespero da Carla pela sua libertação”, afirmou.
O deputado do PSD/Madeira considera que a luso-descendente “foi completamente injustiçada”, já que foi detida “por simplesmente conhecer uma pessoa” que estaria envolvida numa missão para “assassinar o presidente Nicolás Maduro”.
“A Carla não só foi detida como foi torturada durante muitos anos. Os familiares da Carla (…) passaram semanas sem saber onde é que a Carla estava detida”, lamentou Carlos Fernandes.
O social-democrata disse ainda esperar que, nos próximos dias, sejam libertados os restantes luso-venezuelanos ainda detidos por “motivos totalmente políticos”.
Alguns casos “são mais dramáticos do que outros”, afirmou, dando o exemplo do cidadão Juan Francisco dos Ramos, que está detido junto de “assassinos, delinquentes, o pior que pode haver numa prisão na Venezuela”.
Já Pedro Fernandes “é um médico que está detido por ter falado com um dos seus doentes no consultório sobre a situação no país”, sendo que esse paciente teria ligações ao Governo.
A luso-venezuelana Carla da Silva estava acusada de ter participado numa tentativa de derrube do regime de Nicolás Maduro, tendo sido condenada a mais de 20 anos de prisão dos quais já tinha cumprido cerca de cinco anos.
O deputado, que acompanha a situação de Carla da Silva “já há alguns anos”, explicou que a luso-descendente ainda não sabe “se vai poder sair do país quando quiser ou se simplesmente vai estar ainda com medidas coercivas durante algum tempo”.
“Não sabemos se será uma liberdade completa, porque a Carla hoje [segunda-feira] tem de ir ao tribunal para ver qual vai ser o seu destino”, adiantou na entrevista à jornalista Cristiana Freitas.
O presidente do Núcleo de Emigrantes explicou que muitas das pessoas libertadas de prisões venezuelanas “têm tido algumas medidas que não dão liberdade plena”, sendo que “muitos estão proibidos de sair do país, outros têm de se apresentar aos tribunais todos os meses, outros todas as semanas”.
Carlos Fernandes disse ter falado na última noite com esta cidadã e com a sua mãe. “Obviamente estão muito felizes pela libertação”, contou à RTP Notícias.
“A própria Carla disse-me esta frase: ‘Hoje vou dormir na minha cama. Hoje vou estar com a minha mãe e o meu padrasto. Hoje vou estar em casa depois de tantos anos’. Acho que isto evidencia o desespero da Carla pela sua libertação”, afirmou.
O deputado do PSD/Madeira considera que a luso-descendente “foi completamente injustiçada”, já que foi detida “por simplesmente conhecer uma pessoa” que estaria envolvida numa missão para “assassinar o presidente Nicolás Maduro”.
“A Carla não só foi detida como foi torturada durante muitos anos. Os familiares da Carla (…) passaram semanas sem saber onde é que a Carla estava detida”, lamentou Carlos Fernandes.
“A sua mãe estava num desespero total” quando Carla foi presa, revelou. “A sua filha foi torturada das piores formas que podemos imaginar. Foi asfixiada muitas vezes. A Carla foi vítima de muitas agressões por parte da polícia política do regime”.
Luso-venezuelanos detidos por motivos "políticos"
O social-democrata disse ainda esperar que, nos próximos dias, sejam libertados os restantes luso-venezuelanos ainda detidos por “motivos totalmente políticos”.
Alguns casos “são mais dramáticos do que outros”, afirmou, dando o exemplo do cidadão Juan Francisco dos Ramos, que está detido junto de “assassinos, delinquentes, o pior que pode haver numa prisão na Venezuela”.
Já Pedro Fernandes “é um médico que está detido por ter falado com um dos seus doentes no consultório sobre a situação no país”, sendo que esse paciente teria ligações ao Governo.
A luso-venezuelana Carla da Silva estava acusada de ter participado numa tentativa de derrube do regime de Nicolás Maduro, tendo sido condenada a mais de 20 anos de prisão dos quais já tinha cumprido cerca de cinco anos.